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aterosclerose pode causar derrame e doença obstrutivas nas pernas

Associada a doenças cardíacas, a aterosclerose pode ser diagnosticada com o ultrassom vascular

Doença silenciosa, a aterosclerose, conhecida por estar associada a doenças cardíacas, também causa derrame e a doença arterial obstrutiva periférica (DAOP). A aterosclerose se caracteriza por um processo inflamatório crônico da parede vascular que ao longo de anos leva ao desenvolvimento de placas de ateroma (gordura, proteínas, cálcio e células da inflamação), que obstrui o vaso e dificulta a passagem de sangue. Assim, ela pode causar tanto um infarto, se o problema estiver localizado na artéria coronária, como um acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), ou derrame, se ocorrer na artéria carótida, ou a DAOP, se ocorrer nas artérias que levam sangue para os braços e as pernas.

O exame de ultrassom vascular é um aliado no diagnóstico. Enquanto a estenose de carótida é responsável por até 1/3 dos casos de AVCs no mundo (Fonte: Society for Vascular Surgery ), a DAOP apresenta uma prevalência de 10 a 25% na população acima dos 60 anos, e o risco aumenta com a idade (Fonte: Society for Vascular Surgery). A prevenção é fundamental e se faz com exames regulares pelo angiologista ou cirurgião vascular.

“A maioria das estenoses carotídeas é assintomática. Quando há sintomas, geralmente pode ser um episódio transitório (ou seja, resolve em menos de 24 horas), um derrame propriamente dito (que pode se manifestar desde alteração de fala até a perda do movimento na metade do corpo ou, dependendo da extensão, levar à morte), sintomas visuais ou dificuldade de equilíbrio, entre outros”, afirma o secretário-geral da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Dr. Marcelo Matielo.

Enquanto o derrame pode matar no seu primeiro sintoma, a DAOP tem um sintoma característico: dor na panturrilha ao caminhar que cessa quando a pessoa está em repouso, chamada de claudicação intermitente. “A pessoa também pode apresentar quadros mais graves como feridas que não cicatrizam na perna, no pé ou nos dedos dos pés, ou mesmo uma dor que não alivia em repouso, colocando a extremidade inferior em risco de gangrena”, explica o cirurgião vascular e vice-diretor de Defesa Profissional da SBACV, Dr. Marco Aurélio Grüdtner.

Angioplastia não é só para o coração
Em ambos os casos o tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico (convencional ou endovascular). É no tratamento endovascular que se realiza um procedimento que muita gente acredita que só é usado com problemas cardíacos: a angioplastia. O procedimento endovascular é considerado minimamente invasivo e pode ser usado para desobstruir tanto a artéria carótida como as artérias que levam o sangue para as pernas. Sendo realizada nas pernas, recebe o nome de angioplastia infrainguinal. “É um procedimento médico em que através de cateteres e materiais específicos realizamos a dilatação das artérias obstruídas, as que são responsáveis pela circulação nos membros inferiores”, diz Dr. Grüdtner.

No tratamento convencional é realizada a cirurgia aberta para retirada da placa de ateroma. O cirurgião vascular é quem vai orientar a melhor técnica a ser realizada para cada paciente pela indicação individualizada.

Prevenção
É possível prevenir a aterosclerose. Para isso, é importante adotar hábitos de vida saudáveis.
É preciso controlar os fatores de risco como: obesidade, falta de atividade física, tabagismo, hipertensão, diabetes e colesterol elevado”, ressalta Dr. Matielo.

Os médicos recomendam a visita regular a um angiologista ou cirurgião vascular para avaliação da saúde das artérias.

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