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Embolização de tumores pode evitar a retirada de órgão

No caso de miomas, o procedimento minimamente invasivo realizado por cirurgiões vasculares pode preservar a paciente de cirurgia de retirada do útero

Procedimento minimamente invasivo, a embolização de tumores pode contribuir para a diminuição do volume tumoral, do risco de hemorragia cirúrgica e também evitar a retirada de um órgão.

A embolização de tumores é feita através de um cateter bem fino introduzido em um vaso, geralmente na virilha, para se chegar até o tumor, que é bem irrigado. Lá são liberadas partículas sólidas ou mesmo líquidos espessos ou com medicamentos que provocam a diminuição do tumor ou diminuição de sangramentos. A embolização consiste na interrupção do fluxo sanguíneo que alimenta o tumor.

Os principais tumores que podem ser embolizados são: os miomas uterinos, os tumores de cabeça e pescoço, como tumor da carótida, hepatocarcinoma (tumor do fígado), tumores renais e alguns tumores das extremidades.

As embolizações são indicadas em três situações:

Pré-operatórias – quando se diminui a vascularização para realizar a cirurgia com menor chance de hemorragia, logo, reduzindo as dificuldades cirúrgicas. Neste caso, a cirurgia costuma ser realizada em até 48 horas após a embolização. “Os nasoangiofibromas, por exemplo, são tumores muito vascularizados que acometem a cavidade nasal, seios da face e usualmente se infiltram para o crânio e estruturas cerebrais. A embolização pré-operatória desses tumores permite a realização dessa cirurgia tão complexa de forma mais segura, sem sangramentos volumosos e com menor necessidade de transfusões”, explica um dos coordenadores da Comissão de Embolizações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) Dr. Ricardo Jayme Procópio.

Paliativa – realizada em tumores em que não há como ressecar e/ou curar. “Com a embolização reduziria a compressão da ‘massa tumoral’ e/ou a possibilidade se sangramentos”, diz o também coordenador da Comissão de Embolizações da SBACV Dr. Carlos Peixoto.

Curativa – a técnica reduz a vascularização, ameniza os sintomas e evita uma cirurgia de maior monta ou repercussão clínica. Neste caso, o tumor não teria indicação de cirurgia após embolização. A técnica é o tratamento definitivo. “Nos tumores benignos, como os miomas uterinos, a embolização é efetiva no controle dos sintomas, como da hemorragia e/ou do efeito compressivo, como de ‘massa’”, afirma Dr. Peixoto.

“Em algumas situações, a embolização poupa o indivíduo de uma cirurgia mais agressiva. Como exemplos, temos a preservação do útero na embolização dos miomas uterinos e a preservação do rim em alguns tipos de tumores renais”, complementa o cirurgião vascular Dr. Marcus Vinícius Cury, membro titular da SBACV.

Há ainda mais um caso em que a embolização pode ser benéfica. “Nas lesões malignas, em que a cirurgia de ressecção não é possível e/ou o paciente não tem condições cirúrgicas, a embolização pode ser utilizada para controle evolutivo dos sintomas, de um possível sangramento e buscando dar qualidade de vida e conforto ao paciente”, aponta Dr. Procópio.

Como é feita a embolização

A indicação da embolização geralmente é feita em conjunto com os médicos especialistas que acompanham o paciente, como ginecologistas, cirurgiões de cabeça e pescoço, oncologistas e urologistas.

Ela pode ser realizada:
- Por punção direta do tumor – utiliza-se a punção com agulha e um equipamento de imagem para orientar a punção da lesão e a injeção de materiais, que vão ocluir os vasos que o nutrem.

- Por cateterismo – utiliza-se a via arterial e/ou venosa. Sob controle fluoroscópico, punciona-se de preferência os vasos da virilha (femoral) ou na prega do cotovelo (braquial) e também há a liberação de materiais que vão ocluir esses vasos. “Assim, a lesão sem nutrição irá ‘murchar’, reduzirá o volume de sangue que alberga e a chance de sangramento e de compressão de estruturas adjacentes”, afirma Dr. Peixoto.

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