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Tabagismo pode causar dificuldade para andar

Fumo está associado à Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), caracterizada pelo estreitamento dos vasos que irrigam as pernas

O tabagismo costuma estar relacionado a doenças pulmonares e câncer. Mas você sabia que o cigarro triplica o risco1,2 de se ter uma doença que dificulta a caminhada e também de se ter gangrena dos membros inferiores? Trata-se da Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP), caracterizada pela obstrução dos vasos sanguíneos arteriais, responsáveis por levar o sangue oxigenado do coração para nutrir as extremidades como as pernas. No Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado neste dia 31 de maio, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) orienta sobre a importância de se eliminar o tabagismo para garantir uma boa saúde vascular.

A DAOP acomete de 10 a 25% da população acima de 55 anos, sendo que aumenta com a idade. Além do fumo, outros fatores de risco para a doença são: hipertensão, diabetes, sedentarismo, obesidade, avanço da idade, hereditariedade, entre outros. O primeiro sinal de que a circulação das pernas não vai bem é quando o indivíduo sente dores na panturrilha durante uma caminhada que cessam ao se parar, o que é chamado de claudicação intermitente.

Como estão mal oxigenados, os tecidos ficam mais suscetíveis a lesões. “Com a circulação prejudicada, se o indivíduo bate o pé e o machuca, isso pode desencadear uma gangrena. Às vezes, espontaneamente também podem surgir lesões de difícil cicatrização”, explica o presidente da SBACV, Dr. Roberto Sacilotto.

Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico pode ser feito por meio do exame físico realizado pelo médico angiologista ou cirurgião vascular que complementa o exame com o índice tornozelo-braquial (medida da pressão nos braços e nas pernas para verificar se existe alguma diferença que sugira a presença de obstrução dos vasos) e pelo ultrassom com doppler, que vai avaliar o fluxo sanguíneo nas pernas.

O tratamento inicialmente se dá por meio de medicamentos, cessação dos fatores de risco, como o tabagismo, controle da hipertensão arterial e diabetes e nos casos em que o paciente apresenta lesões de extremidade pela realização de angioplastia (que é um procedimento realizado com balões e/ou stent) ou cirurgia convencional em que se utiliza a veia safena para substituir do vaso doente.

1. Kannel WB, McGee DL. Update on some epidemiological features of intermittent claudication. J Am geriatr Soc 1985; 33:13-18.
2. Murabito JM, D'Agostino RB, Silbershatz H, et al. Intermittent claudication: a risk profile from the Framingham heart study. Circulation 1997; 96:44-49.


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