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Doença acomete, principalmente homens acima dos 50 anos

A aorta é a maior e mais importante artéria do corpo humano. Ela é a responsável por enviar sangue oxigenado para todas as partes do organismo por meio de suas ramificações. Em condições normais, mede aproximadamente 2 cm de diâmetro na parte abdominal e 3 cm na parte torácica.  Entretanto, uma doença pode alterar essas proporções: o aneurisma da aorta.  Ela consiste no enfraquecimento da parede da artéria por degeneração das suas fibras de colágeno de contenção e fibras elásticas. O sangue que passa pela aorta exerce uma tensão em sua parede e a deixa frágil, o que causa a dilatação do vaso sanguíneo. E, essa condição pode ocasionar o seu rompimento.

De acordo com a estimativa da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), os aneurismas de aorta abdominais são de três a sete vezes mais frequentes que os torácicos. Além do mais, por volta de 5% da população de homens, acima de 55 anos, apresenta a doença. Já entre as mulheres, o número cai para 1%.

O cirurgião vascular e membro da SBACV, Dr. Carlos Eduardo Varela, explica que os fatores que aumentam a disposição à doença e probabilidade de ocorrência são: tabagismo, hipertensão arterial sistêmica e doença pulmonar obstrutiva crônica – como o enfisema pulmonar e a bronquite crônica.

Segundo o especialista, a partir do momento que há um desgaste da parede da artéria, não existe tratamento para a sua regeneração até o momento. Entretanto, é possível retardar o desgaste, tratando os fatores agravantes. “O que podemos fazer é diminuir a progressão dessa dilatação. Basicamente, é preciso controlar os fatores de risco. Por exemplo, se o paciente é hipertenso, controla-se bem a sua pressão, causando menos tensão na parede da artéria que está dilatada”, complementa o cirurgião.

Na maioria das vezes, o aneurisma não apresenta nenhum sintoma físico, apenas em seu estágio mais avançado. Por isso, é muito importante que pessoas acima de 50 anos, peçam para que o médico inclua em seu checkup periódico um ultrassom com a finalidade de detectar a presença, ou não, da dilatação. Já em pacientes com histórico da doença na família, devem fazer um acompanhamento contínuo junto ao angiologista.

Em casos de dores abdominal ou torácica intensas, é importante que o paciente seja levado imediatamente ao pronto-socorro. Principalmente se  ele já tiver o diagnóstico de aneurisma de aorta. Pois, conforme apontamento do Dr. Varela, após a ruptura da aorta, mais da metade dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital e, quando chegam vivos, são operados numa situação de emergência, em que o índice de mortalidade também é alto. As chances de sobrevivência variam de acordo com a quantidade de sangue perdida na sua ruptura.

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